A IM Designs, com quatro anos de mercado, foi cogitada para essa fusão devido ao seu know how, mas também é uma empresa com números interessantes: em 2020, o crescimento foi de 45% em meio à pandemia e a projeção para este ano é de 50% para mais. 

O processo de M&A (Mergers and Acquisitions) está sendo acompanhado pelo escritório de advocacia Lage & Oliveira, que presta consultoria jurídica à IM Designs desde o início de 2020. A assessoria é feita pelas duas partes envolvidas, ou seja, por advogados das duas empresas. São analisados detalhes contratuais da fusão e questões futuras, como relata o sócio do escritório, Robert Oliveira: “Após o M&A, as empresas se tornaram sócias e durante o processo a relação de futura sociedade, estrutura, procedimentos, direitos e obrigações são negociadas. Portanto, é vital o acompanhamento de advogados pelos dois lados da operação. Os pontos mais importantes em M&As dependem de operação para operação e do contexto da compra e venda que irá ocorrer. Mas, detalhes jurídicos podem mudar a dinâmica da relação entre as empresas, mesmo após o fechamento do negócio”.

Em Minas Gerais, houveram diversas aquisições e fusões de empresas de tecnologia desde o ano passado, como: Hekima e iFood; Segfy e Porto Seguro; Zup e Itaú; Hotmart e GIC e General Atlantic. Todas essas marcas começaram no mercado como startups e tiveram crescimentos exponenciais na última década. Independentemente do tamanho do negócio e do faturamento, qualquer processo de M&A deve ter acompanhamento além dos sócios: “É comum acontecerem M&As e investimentos sem a participação de advogados quando as startups estão começando ou quando são menores e são descobertas por grandes investidores. Qualquer tipo de relação comercial de M&A deve contar com a assessoria de advogados especializados, pois podem ter detalhes que podem passar despercebidos e que podem acarretar em problemas ou conflitos futuros ou até mesmo prejuízos para ambas as partes”, afirma Oliveira.

Com o avanço do mercado e outras grandes mudanças previstas nacionalmente, como o leilão de 5G (edital ainda sob análise pelo Tribunal de Contas da União), novas movimentações de M&A ainda podem surgir. Neste ano, a previsão de crescimento do mercado de tecnologia da informação (TI) é de 11%, segundo pesquisa do IDC Brasil, anunciada em fevereiro.

Empresas de tecnologia do mercado de Minas Gerais estão cada vez mais ampliando seus negócios, ainda mais com as mudanças provocadas pela aceleração da digitalização e uso de plataformas, visando a melhor experiência de seus clientes e usuários. Um desses cases locais é o Banco Inter, que, recentemente, adquiriu 50% da IM Designs Desenvolvimento de Software, empresa que também foi criada e é de Belo Horizonte, mas com atuação nacional. O objetivo do banco com a IM é tornar a experiência de seus clientes mais interativa e imersiva, com o uso de tecnologias de realidades virtual, aumentada e mista (VR, AR e MR).

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