Apenas 35% das instituições de ensino superior no Brasil avançam na exploração de dados

Apenas 35% das instituições de ensino superior no Brasil avançam na exploração de dados

A pandemia do Covid-19 estimulou nas instituições de ensino ao redor do mundo uma grande aceleração no uso e no desenvolvimento de soluções e plataformas ágeis, escaláveis e seguras de aprendizagem online. Com isso, muitas se apoiaram nos benefícios da nuvem como uma maneira de acompanhar esse cenário e permitir que alunos e professores construíssem uma jornada de estudos a distância. Como uma maneira de analisar esse contexto, a atual maturidade do setor da educação e traçar perspectivas para o futuro, a Amazon Web Services Inc. (AWS) realizou a pesquisa Jornada para a Nuvem, desenvolvida pela consultoria Omdia. 

O estudo mostra que a jornada para a nuvem não é realizada em uma única etapa, mas em estágios distintos: permeando mudanças de infraestrutura, plataformas ágeis e flexíveis, com ampla expansão da capacidade computacional e melhor aproveitamento de ferramentas de ponta. Segundo o levantamento, o mercado já está atento a esse movimento, e 55% das empresas entrevistadas pretendem contratar serviços de terceiros para projetar e executar a segurança na nuvem. A expectativa é de que, em dois anos, o investimento em aplicativos on-premises seja superado pelos aplicativos de software como serviço (SaaS) na educação superior – em números, os gastos globais em infraestrutura, plataformas e aplicativos baseados em nuvem aumentarão de US$ 1,75 bilhão em 2019 para US$ 4 bilhões em 2023, e os gastos de TI somente com infraestrutura em nuvem irão de US$ 419 milhões para US$ 909 milhões no mesmo período, a uma taxa de crescimento anual de 21%.

E, apesar das projeções de maiores investimentos, o estudo mostra que ainda há um longo caminho a percorrer. Apenas 35% das instituições de ensino superior, por exemplo, estão bem avançadas ou completas na exploração do valor dos dados em toda a organização. Isso está bem abaixo do número da indústria de serviços financeiros (54%), líder no assunto. O setor também tem demorado a adotar big data, com apenas 50% das empresas testando ativamente ou adotando ferramentas de data lakes – ante 66% dos líderes nessa tecnologia, os bancos –, e 43% estão usando alguma forma de Inteligência Artificial – atrás de setores como telecomunicações, com 64%.

As experiências do Grupo Ânima Educação do Brasil e do Grupo Cogna Educação com a AWS  demonstram o poder da nuvem em permitir a transformação institucional e do ensino. O Grupo Ânima Educação, por exemplo, está economizando US$ 400 mil por ano mudando a sua infraestrutura de TI para admissão de alunos e exames online para a nuvem. Além disso, a migração permitiu reduzir o custo de hospedagem dos seus sites em 30%, de maneira a acomodar o crescimento rápido de matrículas de estudantes nos sete estados em que atua – São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Bahia e Sergipe. Os dois grupos atendem a 2,5 milhões de alunos e empregam 36 mil pessoas em todo o País.

Em relação ao Grupo Cogna, à medida que crescia, era difícil manter a disponibilidade dos aplicativos para os alunos e oferecer suporte à adição de novos recursos, em momentos nos quais o app chegava a 10 mil acessos simultâneos. A partir do trabalho com a AWS, foram criados microsserviços que permitiram o aumento da capacidade de computação conforme a necessidade sem degradar sua funcionalidade.

Outros benefícios dos serviços em nuvem para instituições de ensino incluem inovação acadêmica e administrativa mais rápidas, sistemas mais inteligentes e seguros, insights baseados em dados, redirecionamento da missão de TI para apoiar diretamente a eficácia dos negócios, otimização de gastos institucionais e melhor experiência do usuário. 

Dados e WhatsApp: especialista aponta importância da proteção de dados a clientes e usuários

Dados e WhatsApp: especialista aponta importância da proteção de dados a clientes e usuários

O WhatsApp divulgou no início de janeiro as atualizações na política de privacidade dos usuários do aplicativo. As reações foram imediatas, e bastante negativas. A repercussão desse anúncio levou milhões de pessoas a baixarem as plataformas concorrentes, como Telegram e Signal. Este último, segundo matéria do New York Times, se tornou o aplicativo mais baixado na Índia, um dos principais mercados para o WhatsApp.

Para tentar reverter o cenário que se mostrou desfavorável, o WhatsApp esclareceu no blog oficial da empresa que a data para as atualizações, em vez de ser 8 de fevereiro, será 15 de maio. Entretanto, mesmo com o aumento do prazo para esclarecimentos sobre a nova política de privacidade, muitas pessoas ainda estão com dúvidas, sobretudo os empreendedores que utilizam um software de CRM.

Segundo Jacqueline Philips, diretora global do amoCRM, ainda há uma preocupação, principalmente para quem trabalha por meio de apps de mensagem, de expor dados dos clientes ou até mesmo da própria empresa.

“O medo desses empreendedores é compreensível. Afinal, o anúncio realizado pelo WhatsApp é muito curto e não responde a várias perguntas. Além disso, como esse aplicativo tem mais de 90% de market share, é natural que as pessoas desconfiem se elas realmente têm controle sobre as informações compartilhadas com essas grandes empresas de tecnologia”.

A preocupação se justifica. Afinal, segundo pesquisa realizada pela Panorama Mobile Time/Opinion Box¹, o WhatsApp está instalado em 99% dos smartphones do país. Além disso, 93% dos entrevistados afirmaram que usam o aplicativo todos os dias. Com tamanho volume, é natural que esses usuários também estejam apreensivos sobre a segurança dos dados pessoais deles.

O Unisys Security Index™ 2020² apontou que o Brasil é o país com o maior crescimento em preocupações relacionadas ao tema segurança no mundo. De acordo com o relatório, 71% dos brasileiros não acreditam que as empresas conseguem proteger dados de consumidores hospedados na nuvem. Portanto, hoje, é fundamental que as companhias usuárias de CRM possam garantir ainda mais a proteção e a privacidade dos clientes.

Philips ainda afirma que o investimento na proteção de dados deve ser a prioridade de todo software de CRM.

“As empresas usuárias de um CRM necessitam ter a certeza de que as informações pessoais dos clientes estarão protegidas. No amoCRM, por exemplo, é utilizado o certificado Deluxe SSL. Por meio dele, é possível criptografar todos os dados transferidos entre o navegador e o servidor. Dessa forma, conseguimos manter as informações relevantes para um negócio livre de fraudes e hackers. ”

Para o mercado, as políticas de privacidade, seja do WhatsApp, seja de qualquer outra empresa, merecem ser analisadas com todo cuidado. Afinal, já está em vigor no Brasil a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Nesse sentido, o CRM pode ser uma ótima opção para os negócios que desejam cada vez mais construir uma relação de confiança e fidelidade com os clientes.

Muitos desses softwares, atualmente, oferecem não somente a possibilidade de integração com o WhatsApp, mas também com outros aplicativos de mensagens, como o Facebook Messenger, Skype e Telegram. O benefício, nessas situações, é a segurança de dados extra, proporcionada pelo CRM. Independentemente de novas políticas de privacidade anunciadas por outras empresas, esses sistemas contam com tecnologias próprias para proteger usuários e clientes finais.

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