Conheça 6 tecnologias que surgiram ou se popularizaram em tempos difíceis

Conheça 6 tecnologias que surgiram ou se popularizaram em tempos difíceis

A necessidade é a mãe da invenção. Este famoso provérbio é tão relevante hoje quanto era durante a Grécia Antiga. A história nos mostra que momentos difíceis, como guerras, crises financeiras e epidemias, foram catalisadores para a criação ou o aperfeiçoamento de tecnologias, soluções e negócios que mudaram profundamente nossa maneira de viver. “Tempos de necessidade têm o poder de unir esforços e grandes mentes em prol de um objetivo maior que leve a dias melhores”, comenta a diretora de marketing da Zebra Technologies no Brasil, Shirley Klein. Ela também lembra de soluções como o rádio e o computador, que foram usadas inicialmente para ganhar guerras, mas acabaram se transformando e trazendo benefícios para a população em tempos de paz.

Contudo, essas não foram as únicas tecnologias que surgiram em momentos complicados e ofereceram benefícios prolongados e significativos para a população em massa. Confira outras invenções que nasceram durante crises e que se tornaram essenciais em nossas vidas diárias:

  1. Prensa

A Peste Negra, que assolou a Europa na Idade Média, pode ter sido o combustível por trás da invenção da prensa e dos tipos móveis que, em última instância, foram responsáveis pela criação da imprensa e da difusão de conhecimento em massa. Com a morte e a doença de monges copistas, Gutenberg viu a necessidade de encontrar outra maneira de transcrever textos. Sua invenção nada mais foi do que o protótipo da primeira impressora. Atualmente, a solução está presente em todos os escritórios, lojas e em boa parte dos lares. Ela é essencial para uma operação otimizada em setores como indústria, varejo, saúde e logística. Modelos corporativos dos dias de hoje são móveis e podem ser carregados em cintos, deixando equipes com as mãos livres para imprimir notas fiscais e etiquetas de identificação com códigos de barra ou RFID, por exemplo.

  1. Rádio e GPS

Apesar da primeira transmissão de rádio ter acontecido no século 19, a radiodifusão só chegou ao grande público após a Primeira Guerra, quando uma empresa que fabricava aparelhos para a comunicação das tropas se viu com estoques encalhados. Já o GPS, que nos ajuda a chegar do ponto A ao ponto B mesmo em cidades onde nunca havíamos pisado, foi desenvolvido a partir de tecnologias de rádio usadas na Segunda Guerra. Desde então, o GPS evoluiu para facilitar também novos tipos de soluções de localização que são usadas em fábricas, lojas, depósitos e hospitais com o objetivo de localizar pessoas, produtos e equipamentos. É por causa das tecnologias de GPS e rádio que, atualmente, temos acesso a dados em tempo real que tornam operações mais eficientes, especialmente em tempos de crise e mudanças – como a atual pandemia de COVID-19.

  1. Computadores

Os primeiros passos para a invenção dos computadores que conhecemos hoje foram dados durante a Segunda Guerra. O matemático Alan Turing, considerado o pai da computação, ajudou os britânicos a decifrarem códigos nazistas com a Máquina de Turing, que foi essencial para a criação do computador moderno. Menos de cem anos depois, nosso mundo gira em torno dos computadores, que ficaram móveis graças aos tablets e smartphones, essenciais não apenas em nossas vidas pessoais, mas para negócios do mundo inteiro.

  1. Rastreamento/RFID

A tecnologia de rastreamento, que permite aos negócios acompanhar a localização de pedidos ao longo de toda a cadeia de suprimentos – da fábrica ao centro de distribuição e depois até as lojas ou as casas dos clientes – surgiu durante a Guerra Fria, quando o governo americano viu a necessidade da criação de um sistema para rastrear material nuclear. Atualmente, o rastreamento por meio de códigos RFID é essencial não apenas para a operação de lojas online, mas para o funcionamento de qualquer setor que precise saber, em tempo real, a localização de produtos, insumos ou equipamentos – estejam eles parados ou em trânsito, dentro de uma unidade ou já na rua. As tecnologias de rastreamento também se tornaram essenciais para capturar informações relacionadas à segurança, como a distribuição de lotes ou a origem de itens como alimentos, produtos farmacêuticos e médicos. O RFID também se provou vital para a saúde no que se refere à identificação e localização do paciente, eficiência do fluxo de trabalho clínico, administração segura de medicamentos e  de tratamentos e gerenciamento de ativos e suprimentos.

  1. Wi-Fi e Bluetooth

A tecnologia de transmissão de sinais de rádio que deu origem ao Wi-Fi e ao Bluetooth foi inventada pela atriz Hedy Lamarr, durante os primeiros anos da Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de impedir navios inimigos de interferir nos sinais de torpedos. Hoje em dia, as soluções são amplamente usadas ao redor do mundo e permitem a conexão à internet e a outros devices, incluindo dispositivos mais tradicionais de produtividade e comunicação – smartphones, fones de ouvido, impressoras, computadores – e itens tradicionalmente “off-line”, como geladeiras, utensílios de cozinha e aquecedores de água. Em uma pandemia, as soluções que combinam Wi-Fi e Bluetooth podem ser usadas para manter o distanciamento social em fábricas, depósitos, escritórios e lojas. Elas possibilitam o gerenciamento remoto de devices como impressoras e computadores móveis, além de facilitar a comunicação e a colaboração por voz, mantendo a equipe distante.

  1. Economia compartilhada

A chamada economia compartilhada, de aplicativos como Uber e Airbnb, surgiu após a crise econômica de 2008, que levou muitas pessoas a repensarem o modo de ganhar e de gastar dinheiro diante de um cenário de recessão e de tecnologias em ebulição. Atualmente, a Uber vale US$ 82 bilhões e o Airbnb, US$ 31 bilhões. Além disso, as duas empresas abriram caminho para dezenas de outros negócios baseados no “compartilhamento”.

“Como sociedade, estamos passando por um momento muito difícil, mas, se a história nos ensinou alguma coisa, é que podemos esperar grandes invenções desse período. Lembre-se de que a necessidade é a mãe da invenção”, comenta Klein. “Milhares de profissionais em todo o mundo estão trabalhando duro no desenvolvimento de vacinas e tecnologias que rastreiam a propagação do vírus. Outros estão criando formas criativas de fazer as tecnologias evoluirem para que possamos manter algum nível de ‘normalidade’ em nossas vidas pessoais e profissionais sem sacrificar nosso bem-estar”, completa.

SOBRE A ZEBRA

A Zebra (NASDAQ: ZBRA) empodera a linha de base de negócios em setores diversos como varejo/comércio eletrônico, manufatura, transporte e logística, saúde e outras indústrias para que elas alcancem vantagens competitivas. Com mais de 10.000 parceiros distribuidores em 100 países, oferecemos soluções sob medida para toda a cadeia, conectando pessoas, ativos e dados de forma inteligente para ajudar nossos clientes a tomar decisões de negócio relevantes. Nossas soluções são líderes no mercado e elevam a experiência de compra: rastreiam e gerenciam estoques, bem como otimizam a eficiência da cadeia de suprimentos e o atendimento ao paciente, por exemplo. Classificada entre as melhores empresas empregadoras nos Estados Unidos nos últimos quatro anos, a Zebra ajuda seus clientes a aproveitar sua vantagem competitiva. Para mais informações, acesse www.zebra.com ou assine nossos alertas de notícias. Siga-nos no LinkedInTwitter e Facebook.

Geração Y é o novo público do mercado financeiro

Geração Y é o novo público do mercado financeiro

Conquistar a casa própria, investir em um negócio, viajar ou simplesmente ter dinheiro guardado para possíveis emergências são os principais motivos que levam as pessoas a começar a investir, segundo uma pesquisa realizada em setembro, pela Capital Research.

A casa de análises entrevistou virtualmente 43.152 investidores e potenciais investidores entre os dias 31 de agosto e 21 de setembro. Os resultados foram surpreendentes, a começar pelo público-alvo: a maioria dos participantes, 47%, têm entre 18 e 25 anos. Em seguida estão os adultos entre 26 e 30 anos, que correspondem a 13,75%.

Os números indicam que a Geração Y, em especial, está de olho na estabilidade financeira e disposta a explorar, cada vez mais, o mundo dos investimentos. As razões para isso são diversas: 67% dos entrevistados pretendem começar a investir para ter dinheiro guardado para possíveis emergências, 45% desejam viajar, 34% querem construir ou financiar um imóvel próprio e 28% desejam investir em um próprio negócio. As respostas incluíram ainda complementar a aposentadoria, comprar um automóvel e deixar dinheiro para os filhos ou investir no futuro deles.

O tema não é novo. Desde a antiguidade os seres humanos sabem da importância de poupar agora para ter no futuro, mas cada vez mais pessoas estão descobrindo que não basta guardar dinheiro, é preciso garantir uma certa lucratividade, nem que seja apenas para proteger-se da inflação. Na prática, isso se chama investimento e pode ser feito de diversas formas. O grande problema é que, no geral, as pessoas não sabem como investir. Segundo a pesquisa, 70% dos entrevistados investiriam mais se tivessem mais dinheiro, e 63% investiriam mais se tivessem mais conhecimento. Ou seja, no caso dos investimentos, não basta ter dinheiro. É preciso conhecer o mercado e fazer boas escolhas.

Felizmente, com o advento da internet, o acesso à informação hoje é simples e rápido e esse é um território já dominado pela Geração Y. O levantamento realizado pela Capital Research pesquisou as fontes mais utilizadas pelos entrevistados para buscar informações sobre investimentos e 89,31% das respostas incluía sites de notícias, 86,47% apontaram aplicativos de corretoras de investimentos, 86,31% apontaram casas de análises independentes e 83,98% dos entrevistados afirmaram se informar via canais de Youtube. Consultoria de investimentos, amigos e parentes, gerentes de banco e não buscar informações ao investir também foram opções. Entretanto, o que chama a atenção é o fato de que o mundo digital é o principal lugar de busca por informações.

Este resultado se repete quando o tema é como os entrevistados pretendem investir nos próximos 12 meses. Neste caso, investir pessoalmente no banco foi a opção menos citada, com apenas 53% das respostas. 91% dos entrevistados afirmaram que pretendem realizar seus aportes nos aplicativos de corretoras de investimentos, 88% apontaram os sites das corretoras de investimentos, 83% citaram os aplicativos dos bancos, 74% afirmaram preferir os sites dos bancos e 68% apontaram os clubes de investimentos.

Para finalizar, quando questionados sobre o grau de otimismo para o cenário econômico do Brasil nos próximos 12 meses, 43,08% dos entrevistados se consideram otimistas e acreditam que, de alguma forma, crises geram oportunidades, em acordo com as dicas dos especialistas da Capital Research que já apontaram boas oportunidades de investimento para os mais diversos perfis, desde os mais conservadores e que buscam baixo risco com rentabilidade constante, até os mais ousados, que preferem altas rentabilidades com riscos mais agressivos. Para todos os casos, é fundamental conhecer as vantagens e desvantagens de cada ativo e avaliar o que melhor se encaixa ao perfil de cada objetivo.

Newsletter: opção digital para buscar conhecimento
Visando educar financeiramente os atuais investidores e potenciais novos investidores, a Capital Research produz diariamente e de forma gratuita a Capital Now, uma newsletter com notícias e análises de assuntos que impactam diretamente o bolso das pessoas. Atualmente, o boletim já conta com mais de 80 mil assinantes.

De forma leve e bem humorada, a publicação é dividida em três seções. Na primeira, todo dia um especialista da Capital Research conversa com os assinantes sobre um ativo diferente:  ações, fundos de investimentos, renda fixa, fundos imobiliários e finanças pessoais, trazendo sempre a recomendação de um relatório inédito produzido pela casa de análises. Na segunda parte, os jornalistas da casa trazem uma seleção de notícias diárias e explicam seus desdobramentos e impactos na vida financeira dos leitores. Já na terceira seção, a newsletter oferece interatividade aos assinantes, respondendo dúvidas, promovendo desafios e recomendando filmes, livros e podcasts para quem quer se aprofundar ainda mais no assunto, além de realizar sorteio de prêmios periodicamente.

Para saber mais informações sobre a Capital Now e assinar o boletim, acesse: www.capitalresearch.com.br/now.

Sobre a Capital Research
A casa de análises Capital Research pertence ao grupo Red Ventures, que conta com um portfólio de empresas digitais nas indústrias de educação, saúde, home service e serviços financeiros. A startup foi fundada em outubro de 2019 com a missão de entregar conteúdo relevante de forma gratuita aos seus usuários e reforçou isso ao se tornar a primeira casa de análises 100% gratuita do Brasil, em junho de 2020. Na plataforma, os usuários encontram recomendações de investimentos de uma equipe de analistas certificados, tanto no formato de relatórios quanto por meio das carteiras de recomendação, como a Carteira Capital, a Carteira de Ações, a Carteira de Renda Fixa, a Carteira de Fundos Imobiliários e a Carteira de Fundos de Investimento. Além disso, a Capital Research disponibiliza um portfólio de tutoriais sobre investimentos no site e envia uma newsletter diária e exclusiva com as atualizações do mercado.

O Snapchat transformou Londres em um experimento de realidade aumentada

O Snapchat transformou Londres em um experimento de realidade aumentada

O sonho dos grafiteiros de todos os lugares agora é uma realidade – vândalos pintaram toda a Carnaby Street com tinta vermelha e azul. 
 
Felizmente, esse vandalismo é fácil de limpar e totalmente invisível. Hoje, o Snapchat lançou Lentes locais – um novo recurso que é um dos primeiros usos colaborativos e persistentes em grande escala da realidade aumentada. 

A tecnologia foi anunciada pela primeira vez em junho e prometia transformar bairros inteiros em telas digitais. Ele agora foi lançado em uma pequena área ao redor da Carnaby Street, em Londres. 

Esta primeira lente local é chamada de pintor da cidade. O conceito é simples – usando a câmera do aplicativo Snapchat para ver a Carnaby Street, o City Painter permite que você borrife grandes fontes de tinta vermelha e azul sobre as lojas de Carnaby, decorando os tijolos com murais de grafite predefinidos. Qualquer pessoa na rua pode ver os outros borrifando sua tinta e os usuários podem lutar para cobrir as lojas com suas cores. 
 
Lentes locais são o aplicativo mais recente da equipe de engenharia de câmeras da Snap com sede em Londres, que também criou Landmarkers. Landmarkers foi a primeira incursão da empresa em RA em escala, permitindo às pessoas colocar lenes criados por usuários em marcos famosos – a Torre Eiffel atirou em arco-íris, por exemplo, e personagens fofinhos apareceram acima do Palácio de Buckingham. 
 

Local Lens é mais complexo, diz Qi Pan, gerente sênior de engenharia de pesquisa da Snap London. Havia muito menos dados para trabalhar – dados 3D de pontos de referência públicos proeminentes eram fáceis de obter, enquanto a Carnaby Street – que foi escolhida como uma área totalmente pedonal onde os usuários podiam apontar seus telefones sem medo do tráfego, e que também está certo próximo aos escritórios da Snap em Londres – era um animal diferente. “É muito improvável que as pessoas tirem fotos de cada parte de uma rua, só porque, geralmente, não há necessariamente algo interessante em cada parte de uma rua”, explica ele. 
 
Isso levanta outra dificuldade – o tamanho do espaço. Os marcos envolviam os usuários apontando suas câmeras para um único marco fixo, geralmente de um único ponto de vista semelhante a um cartão-postal. 
 
O City Painter, por outro lado, envolveu o mapeamento 3D de toda a Carnaby Street, para que os usuários pudessem pintá-la de qualquer ângulo. A empresa teve que extrair dados visuais de várias fontes, incluindo a análise de Snaps públicos da Carnaby Street compartilhados pelos usuários. “Para lentes locais, estamos aproveitando imagens de câmeras de 360 graus”, diz Pan. “Alguém pode simplesmente caminhar pela rua para mapeá-la, bem como combinar isso com quaisquer Snaps de história pública que possamos ter da área.” 
 
A segunda novidade do City Painter é que a experiência é compartilhada. Em Landmarkers, todos estavam limitados à sua própria realidade aumentada – o que você viu em seu telefone era diferente do que todo mundo estava vendo. A lente local, em contraste, é persistente e síncrona. 
 
“Temos uma única realidade compartilhada”, diz Pan. “E quando você faz algo a este mundo, outra pessoa pode ver o resultado quase que instantaneamente. Essas mudanças também persistem se todos deixarem a experiência e novas pessoas aparecerem no dia seguinte – elas podem ver o espaço que foi alterado por você e pelos outros. ” 

Snap 

Local Lenses representa o mais recente projeto de AR para Snap, incluindo a terceira iteração do ano passado de seus óculos smartglassess. Snap afirma que já houve mais de um milhão de lentes criadas usando o Lens Studio, a ferramenta publicamente disponível da empresa para a criação de experiências de realidade aumentada, que Snapchatters jogaram bilhões de vezes, e mais de 75 por cento dos usuários ativos diários do Snap interagem com AR todo dia. Toda essa atividade, explica Pan, treina a câmera Snapchat. “Queremos que a câmera Snapchat realmente entenda e seja inteligente sobre o que vê no mundo.” 
 
À medida que a câmera melhora, seus aplicativos crescerão, de publicidade a videogames, experiências ao vivo, mapeamento e direções. O City Painter representa um exemplo básico no desenvolvimento de um ‘ mundo espelho‘- a ideia de que everty street, edifício e quarto em uma cidade terão um gêmeo digital no mundo do espelho. As experiências virtuais podem ser construídas em torno de bairros inteiros ou versões digitais inteiras de Londres, por exemplo. 
 
“Pretendemos fazer coisas novas que não poderiam ser feitas antes, por exemplo, passeios de RA em bairros guiados por pessoas famosas que moravam lá, deixando notas, fotos e vídeos para seus amigos descobrirem mais tarde ou jogando jogos de RA imersivos junto com seus amigos, alterando o espaço digital compartilhado ”, diz Pan. “Também estamos chegando ao Halloween, no futuro, poderíamos imaginar uma transformação total da Carnaby Street para torná-la assustadora.” 
 
Local Lenses e City Painter são lançados hoje na Carnaby Street em Londres. Pessoas próximas à Carnaby Street com o Snapchat aberto verão um marcador aparecer em seu Snap Map, informando que a experiência está lá. 

Atualizado em 8 de outubro de 2020 11.39 BST: este artigo foi atualizado para esclarecer que as lentes locais foram construídas pela equipe de plataforma de câmeras da Snap em Londres 

Will Bedingfield é redator da equipe WIRED. Ele twitta de @WillBedingfield 

Tradução https://www.wired.co.uk/article/snapchat-launches-local-lenses

Google pode transformar o YouTube em um centro de compras

Google pode transformar o YouTube em um centro de compras

Na concorrência com os serviços do Facebook, Amazon, entre outros, o Google está testando no YouTube, um recurso que permitiria aos usuários comprar diretamente os produtos que veem nos vídeos, de acordo com um relatório da Bloomberg . Pode ser uma das maiores mudanças na plataforma de streaming do Google desde sua aquisição.

De acordo com o relatório, o YouTube recentemente começou a pedir aos criadores para marcar e rastrear os produtos usados em seus vídeos. Esses dados são então enviados ao Google para construir suas análises, bem como ferramentas de compras diretamente no YouTube. A empresa também está testando a integração com o Shopify.

A Bloomberg disse que um porta-voz do YouTube confirmou que a empresa está testando esse recurso com alguns canais de vídeo, embora ainda esteja em fase experimental. Os criadores também têm controle sobre quais produtos irão aparecer como disponíveis para venda.

Ainda não está claro quanto o YouTube receberia dessas vendas. A empresa agora permite que os usuários se inscrevam em criadores de vídeos e fica com 30 por cento disso.

Mas é improvável que um corte tão alto funcione para as vendas de produtos. Afinal, muitos YouTubers já ganham dinheiro com links de afiliados praticamente sem nenhum custo para eles. As vendas diretas no YouTube teriam de oferecer benefícios significativos para os criadores mudarem, embora talvez a capacidade de obrigar os espectadores a compras por impulso direto na plataforma seja um incentivo suficiente.

Não há informações sobre quando o ‘recurso’ pode ser implementando de forma mais ampla.

Texto produzido com base em https://thenextweb.com/plugged/2020/10/10/report-google-is-going-to-turn-youtube-into-a-video-shopping-hub/

Plataformas de streaming batem recordes durante a pandemia

Plataformas de streaming batem recordes durante a pandemia

A pandemia de Covid-19 tem provocado uma verdadeira revolução de costumes mediada pela tecnologia em todos os níveis: consumo, comunicação, trabalho, entretenimento.

As compras são feitas por sites, aplicativos e WhatsApp; as reuniões e confraternizações são feitas pelo Zoom, Google Meet e outros; e, sem poder ir a casas de shows e cinema, a diversão fica por conta das lives no YouTube, dos games do Twitch e dos filmes da Netflix.

Não há mais vida sem passar pela tecnologia e, principalmente, pelo streaming. Este serviço veio para ficar porque está alinhado ao estilo de vida contemporâneo.

Sem sair de casa e pagando bem menos do que o ingresso tradicional, é possível ter acesso a grandes espetáculos e ótimas produções cinematográficas.

Por eliminar a necessidade de downloado streaming torna mais ágil e seguro o consumo de conteúdos pela internet. Com as plataformas, o usuário paga um valor mensal acessível e tem diversos títulos disponíveis para serem consumidos.

A transmissão instantânea de dados de vídeo e áudio tem vantagem até para quem não abre mão de uma novela, que agora pode ser vista no horário que melhor convier ao espectador.

Games

No mundo dos games, o Twitch foi o que apresentou os melhores resultados durante a quarentena forçada necessária à contenção da disseminação da Covid-19.

Segundo dados divulgados pela Streamlabs (empresa responsável por disponibilizar os serviços de diversas plataformas para os usuários), foram exibidas mais de cinco bilhões de horas de conteúdos por meio do Twitch.

O marco quebra o próprio recorde do serviço de entretenimento on-line, que era de três bilhões de horas assistidas, e corresponde a aproximadamente 68% de todo o conteúdo consumido por outros serviços similares, como YouTube, Facebook e Mixer.

O sucesso se deve à disponibilidade de games esperados como o Valorant, FPS da Riot Games que teve seu pré-lançamento totalmente atrelado ao serviço oferecido pelo Twitch.

Para acessar o jogo de tiros antes do lançamento era preciso consumir conteúdo da plataforma. Com isso, foram mais de 543 milhões de horas assistidas no trimestre, superando o recorde de Fortinite, outro game no mesmo estilo que teve quase 400 milhões de horas assistidas no segundo trimestre de 2018.

Além dos jogos que atraem milhares de adolescentes apaixonados pelas partidas on-line, a plataforma Twitch também permite a criação de canais voltados para culinária, música e esportes. Esse tipo de serviço também registrou um boom de crescimento.

Ainda segundo a StreamLab, o número de canais exclusivos do Twitch aumentou 63,9% em comparação com o trimestre anterior, sendo um aumento de 78,6% no ano.

Novelas

Outro serviço de streaming que fez da crise uma oportunidade foi o Globoplay, que tem faturado cerca de R$150 milhões por mês. Resultado não só do isolamento social, mas também de uma estratégia certeira de colocar novelas icônicas no catálogo, como Tieta e A Favorita.

Com isso, a Globo abocanhou 2,5 milhões de novos assinantes, chegando a 6,5 milhões no final do primeiro semestre deste ano.

Além das novelas e séries, por meio da plataforma de streaming da maior emissora do país é possível ainda acompanhar os telejornais e produções internacionais.

Filmes

Os resultados da Globoplay são significativos, mas a sua concorrente direta no streaming continua imbatível. A Netflix aumentou sua base para 26 milhões de assinantes no primeiro semestre.

Apenas no segundo trimestre, quando as medidas de isolamento em alguns países foram sendo relaxadas, a receita da empresa foi de US 6,15 bilhões entre abril e junho.

No mercado há tempo suficiente para garantir uma vasta biblioteca, a audiência da plataforma não sofreu quedas apesar de as produções originais terem sido paralisadas.

A expectativa da Netflix é de um crescimento mais lento para os próximos meses. Ainda assim, mais 2,5 milhões de novos membros devem chegar à plataforma.

Transformação digital e o “novo normal” para o setor de eventos

Transformação digital e o “novo normal” para o setor de eventos

*Por Elemar Júnior, CEO da ExímiaCo

Até o ano passado, o setor de eventos movimentava a economia de muitas cidades. Diversos eventos de grandes proporções eram restringidos pela disponibilidade de localidades com infraestrutura suficiente para acomodar um grande volume de pessoas, geralmente milhares delas. Segundo a Associação Brasileira de Empresas e Eventos (ABEOC), a área de eventos corporativos cresceu 14% em 2019, na comparação com o ano anterior, quando movimentou em média R$ 210 milhões. Foi desta forma que, antes da pandemia, as previsões eram as melhores possíveis para o segmento ao longo de 2020.

No setor de tecnologia, por exemplo, a conferência Inspire, organizada pela Microsoft e referência mundial no segmento, recebia anualmente mais de 40 mil pessoas em Las Vegas (EUA). Neste ano, porém, frente ao desafio imposto pelo distanciamento social, todo esse movimento foi deslocado para a internet. Com o cancelamento de grandes eventos, a principal solução encontrada pelas organizações foi olhar mais atentamente para a transmissão online. Só assim, as cerimônias, workshops, shows, palestras, festividades e afins sobreviveriam.

Outro segmento que tem vivido essa transformação é o musical, sendo que o glamour estrutural de concertos tem dado lugar a apresentações simples. Essa mudança pode ser percebida e facilmente exemplificada se compararmos duas apresentações do astro de rock Roger Waters. O show “Us and Them” é registrado a partir de uma turnê mundial que reúne compilações de shows espetaculares, com estádios lotados nos cinco continentes. Ou seja, o registro pode ser visto em TVs, mas a experiência foi toda vivida ao vivo. No entanto, é interessante observar que, a partir da pandemia, o próprio Waters tem compartilhado, gratuitamente, apresentações nas quais os integrantes de sua banda tocam seus instrumentos no conforto de suas casas – sem público e sem a presença de outros membros da equipe. Assim, a mágica surge por meio do uso de tecnologia, que faz com que os espectadores (fisicamente distantes) se conectem à obra de arte criada de maneira colaborativa.

Recentemente, os sertanejos Chitãozinho e Xororó fizeram uma produção similar. Para uma transmissão ao vivo da dupla, cada um dos músicos da equipe gravou sua parte em um estúdio com chroma key – uma técnica de efeito visual na qual o cenário do vídeo é substituído por uma imagem. Desta forma, enquanto os irmãos se apresentavam em tempo real, o restante da equipe aparecia ao fundo, como se estivessem no mesmo espaço.

Sem dúvidas, essa mudança radical leva a necessidades de adaptação tanto para os organizadores de eventos, como para as antigas sedes físicas – que antes eram absolutamente concorridas e, agora, estão subutilizadas. Atualmente, o grande desafio para esse “novo normal”, onde os eventos acontecem majoritariamente online, é a dificuldade para gerar networking e conexões. Afinal, este era o grande atrativo, principalmente, em eventos com ticket médio mais elevado, com grande público. Se por um lado, os conteúdos permanecem excelentes e, eventualmente, é até mais fácil contar com palestrantes mais qualificados, por outro, as interações nos intervalos – durante o cafezinho – fazem falta. 

O que se pode observar é que, nesses tempos em que a tecnologia tem feito a diferença, o Youtube que antes colecionava tutoriais e vídeos caseiros de qualidade duvidosa, agora se firma como o “palco do mundo”, onde todos encontram todos. Ferramentas de apoio, como a StreamYard, que facilita transmissão em mídias sociais (além do Youtube) como o Facebook, Instagram, LinkedIn, entre outros, tem crescido em relevância. Fato que mostra a importância e protagonismo dos recursos tecnológicos diante deste cenário que requer mais improviso – sem que as apresentações percam a qualidade.

Neste contexto, as lives, que antes eram exclusividade de grandes artistas e formadores de opinião, se popularizaram. Embora artistas, bandas e duplas musicais sigam com seus públicos fiéis e grande volume em audiência como antigamente, hoje é comum encontrar gente disposta a falar sobre qualquer tipo de assunto em qualquer horário, especialmente especialmente influenciadores de nicho, que se voltam para grupos reduzidos com mais frequência que antigamente. É o caso de digital influencers do ramo financeiro, saúde, lifetstyle, entre outros, que utilizam seus canais para oferecer dicas, cursos ou lives em parceria com outros influenciadores ou profissionais renomados de diversas áreas. Enfim, o repertório é amplo e as oportunidades vieram tanto para quem já seguia essa tendência antes da quarentena, como também para quem precisou se reinventar.

Em breve, a pandemia vai passar. Consequentemente, eventos presenciais voltarão a acontecer, talvez, em um prazo mais elástico – é bem verdade. Entretanto, muitas das mudanças percebidas hoje serão mantidas. É a chance para um novo mundo: mais razoável e sustentável, com mais compartilhamento de conhecimento e envolvimento da tecnologia para as coisas certas.

Como acontece em muitas indústrias, a restrição faz a inovação e as crises trazem oportunidades. O fato de não podermos estar juntos presencialmente, tem nos aproximado virtualmente.

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