Saiba como se sair bem no processo seletivo de uma startup

Saiba como se sair bem no processo seletivo de uma startup

Belo Horizonte ocupa a segunda colocação no ranking das cidades com o maior número de startups no país, atrás apenas de São Paulo (SP), de acordo com o levantamento 100 Open Startups. Por esse motivo, a oferta de vagas em empresas com esse perfil cresce a cada ano, em especial para os estudantes e profissionais de tecnologia.

Mas será que existem diferenças no processo seletivo de uma startup? A fim de ajudar os interessados em ingressar nesse ecossistema, a líder de pessoas no unicórnio Loft, Renata Feijó, dá cinco dicas para se sair bem um processo seletivo de uma startup.

Reflita sobre seus objetivos

Ainda que sejam empresas pequenas hoje, as startups têm alto potencial de crescimento. Por isso, é comum que essas empresas valorizem duas habilidades: capacidade de aprendizagem rápida e facilidade para se adaptar às mudanças. “O ambiente de trabalho costuma ser muito dinâmico e quem prefere uma rotina estável, previsível, com modelos e processos já estabelecidos pode ter dificuldade em se adaptar. É preciso refletir se essa dinâmica se encaixa no seu perfil profissional“, explica Renata.

Prepare-se para as entrevistas

Embora se assemelhem ao de empresas tradicionais, os processos seletivos em startups frequentemente são conduzidos pelos próprios CEOs. Por isso, é fundamental estudar o modelo de negócio da empresa e seu mercado antes da primeira entrevista. “Aproveite esse momento para aprender mais sobre a companhia e fazer perguntas. O contato direto com o CEO irá te ajudar a entender melhor o propósito da startup e os desafios que te esperam caso você seja escolhido para a vaga. Não economize nas dúvidas“, aconselha a executiva.

Estude a cultura da empresa

Em startups em que já existe um departamento de Pessoas estruturado, é comum que haja também uma etapa de entrevista com recrutadores. Nessa fase, muitas empresas fazem uma avaliação de cultura, para checar se o seu perfil e o da empresa combinam. Por isso, antes mesmo de se candidatar para uma vaga em uma startup, busque informações sobre a cultura da empresa e avalie se os valores da organização estão alinhados com os seus. Esse ponto é fundamental para a sua parceria com a empresa funcionar

Faça os testes com calma

Especialmente se você está concorrendo a uma vaga na área de tecnologia, prepare-se para fazer um teste técnico. Para se sair bem nessa etapa, o mais importante é entender bem o que está sendo solicitado. “Faça o teste com calma. Releias as questões mais de uma vez, organize suas ideias de forma clara e explique como chegou na solução proposta“, recomenda Renata.

Fale sobre você e seja você mesmo

Antes das entrevistas, prepare-se não só para perguntar, mas também para conversar sobre sua trajetória e seu currículo. “Ainda que você não tenha experiência profissional, fale sobre seus hobbies, interesses, enfim, atividades que podem ser entendidas como habilidades que irão contribuir para o seu dia a dia na empresa contratante“, orienta a executiva. “E lembre-se: seja você mesmo. A transparência sobre suas prioridades e a combinação delas com as prioridades e os valores da empresa é o que maximizará a chance de sucesso para ambos”.

6 dicas de gestão de startups para melhorar processos

6 dicas de gestão de startups para melhorar processos

Dados da Associação Brasileira de Startups mostraram que o número de startups saltou de 4,1 mil para 12,7 mil entre 2014 e 2019 – o equivalente a um crescimento de 207%. Hoje, o país já tem mais de 14 mil negócios neste modelo. Além disso, o Marco Legal das Startups e do Empreendedorismo Inovador entrou em vigor em junho deste ano. O projeto visa tornar o processo de abertura menos burocrático, estimulando ainda mais o setor. 

     Levando em consideração esse segmento que só tende a aumentar, fazer a gestão da startup para garantir o crescimento contínuo e a integração entre as áreas e processos é fundamental. O trabalho pode ser comparado ao tipo de gestão de uma empresa robusta, só que com adaptações mais disruptivas. O processo envolve áreas importantes como operação, setor de pessoas, finanças, marketing e estratégia. Cada uma tem as suas características e, se bem desenvolvidas, trarão maior assertividade. 

Cerca de 90% das startups não dão certo por uma falta de gerenciamento adequado. Pensando nisso, especialistas em mercado financeiro elencaram seis dicas para fazer a gestão, melhorar processos e garantir o futuro do negócio. 

Use metodologias ágeis

       Quando a equipe é pequena e o negócio acabou de ser gerado, agilizar os processos e colocar paixão nas atividades pode ser uma ótima estratégia. No entanto, quando a empresa começa a crescer, é necessário que boas técnicas de gestão de startups sejam colocadas em prática. Isso irá assegurar que a maior parte dos problemas não venha a atrapalhar o desenvolvimento dos planos. Sendo assim, o ideal é começar a pensar em metodologias ágeis.

       “A principal ideia dessas metodologias está diretamente ligada com os valores expostos no Manifesto para Desenvolvimento Ágil de Software, incluídos em um conjunto de métodos e práticas”, explica André Wetter, presidente e cofundador da fintech a55. Entre os mais conhecidos na metodologia Scrum estão Pragmatic Programming, Crystal, DSDM e Adaptive Software Development.

Foque nas equipes em squads e tenha uma cultura integrada

         Para uma boa gestão é necessário que as divisões de equipes estejam muito bem definidas e os objetivos traçados de maneira clara. Não adianta deixar um único funcionário com diversas funções, pois não haverá a possibilidade de trabalhar de maneira ágil. Uma das formas de evitar isso é montando equipes em squads. “Quando cada um dos squads estiver focado em uma missão específica, independente de ela ser um problema ou o desenvolvimento de um novo sistema, a cooperação será o suficiente para quebrar qualquer barreira. O formato também facilita a compreensão de todos os envolvidos, além de permitir maior integração para o desenvolvimento dos negócios da startup”, explica Wetter. 

Some, não substitua

          Saul Fine, CEO da Innovative Assessments, sugere que no desenvolvimento de novas tecnologias, as startups busquem oferecer experiências que possam agregar valor aos processos existentes de um negócio, mas sem a necessidade de substituir a forma como eles operam atualmente. Para ele, essa abordagem cria muito menos atrito para o novo produto na organização, uma vez que não exige o cancelamento ou a competição com um processo ou produto já existente. Isso permite uma implementação e testes mais fáceis de sua nova solução e uma taxa geral de adesão mais rápida na organização. 

“Um exemplo é que, em nossa fintech, fornecemos dados adicionais que complementam os modelos de risco existentes de um banco, a fim de ajudá-los a aprovar candidatos de empréstimo que, de outra forma, seriam recusados”, explica Fine.

Elabore e teste planos de negócios 

          Experimentar é o primeiro passo para fazer uma boa gestão em startup: idealizar, projetar e testar as ideias precisam acontecer constantemente. Essas técnicas podem promover melhores resultados no desenvolvimento da empresa, obtendo pontos positivos e aprendendo com os negativos. Ao invés de elaborar um plano de negócios complexo, o responsável pode desenvolver planos pontuais e testá-los aos poucos, medindo a qualidade das ações da empresa

Por ter o objetivo de construção e aprendizado, essa técnica pode ser chamada de “ciclo de feedback”. “Esse processo ajuda o empreendedor a organizar suas ideias, criar experimentos e conseguir feedbacks dos clientes para cada ação, avaliando os resultados positivos para mantê-los e entendendo o que não funcionou bem e como melhorá-lo”, comenta Rodrigo Carneiro, CEO da SMU Investimentos

Aposte na transparência

           Uma das metodologias mais funcionais e eficazes de uma gestão é a Full Transparency. Uma gestão de startups deve buscar prestar esclarecimentos sempre que possível, entregando metas, resultados e decisões a serem tomadas. Além disso, também é importante definir a velocidade e o ponto de partida para gerar maiores resultados.

“A transparência fará com que os colaboradores possam se sentir incluídos no projeto, além de conseguir promover o alinhamento das expectativas e comportamentos. Esta metodologia incentiva cada pequena parte da empresa a se dedicar cada vez mais em busca de resultados, promovendo um aumento na produtividade e na sensação de pertencimento”, acrescenta Wetter.

Análise resultados e tenha consistência

           Por fim, é sempre importante analisar os resultados quando falamos da gestão da startup. Dessa maneira, fica mais fácil de entender quais são as vulnerabilidades de um negócio e como ele pode ser moldado ao longo dos dias. Utilizar os usuários do seu produto ou serviço como base e avaliar o desempenho de um determinado serviço ou área da empresa acaba sendo muito relevante para melhorar a aceitação do cliente.

“Se a gestão da startup for consistente, não ficará difícil organizar os colaboradores em prol de um único objetivo: o crescimento e sucesso do negócio, Por isso, é importante avaliar todas as possibilidades e objet feedbacks de quem realmente está interessado na solução que a empresa tem a oferecer”, finaliza Wetter.

6 tendências em tecnologia para o setor financeiro em 2022

6 tendências em tecnologia para o setor financeiro em 2022

As transformações experimentadas pelo mercado financeiro no último ano devem fazer parte da nova realidade do setor. O atual momento de consumo digital, impulsionado fortemente pela pandemia, trará oportunidades para a consolidação e desenvolvimento de tecnologias. Esse cenário já é perceptível com os dados sobre investimentos em startups brasileiras em 2021: foram US$ 8,85 bilhões de dólares, de acordo com levantamento da Distrito Dataminer. Dentro do segmento, as fintechs — startups que atuam na área financeira — receberam o maior número de aportes, totalizando US$ 311 milhões. 

Neste contexto, tópicos como novos meios de pagamento, hiperautomação, redes associativas e utilização de soluções em nuvem são observados por especialistas como fortes tendências, corroboradas pelos dados do setor. De acordo com a Gartner, empresa de consultoria e pesquisa em tecnologia, a expectativa é de que as companhias brasileiras encerrem o ano com R$ 16 bilhões investidos em serviços de cloud. Para 2022, o crescimento esperado na área é de 35%. 

Hiperautomação

A hiperautomação é considerada uma das principais tendências em tecnologia pela consultoria Gartner. Ela integra diversas ferramentas tecnológicas avançadas, como inteligência artificial, machine learning, RPA e inteligência cognitiva, para a execução de atividades repetitivas de forma automatizada sem intervenção humana. Para Thiago de Assis, CEO da Stoque, empresa que desenvolve soluções de automação inteligente e digitalização de processos e documentos, o uso dessa tecnologia no mercado financeiro deve ser ainda mais acelerado em 2022. “A hiperautomação vai além da automação de processos de negócios, com a redução de custos e ganho de agilidade. Ela torna possível a tomada de decisões complexas a partir de análises de dados, mapeando toda a jornada do cliente, baseando-se em suas necessidades para oferecer melhores produtos e tornando o processo mais transparente”, explica.

Novas tecnologias de pagamentos

Após a consolidação do Pix como o sistema de pagamentos instantâneos com adesão mais rápida no mundo, o Brasil deve viver em 2022 uma adoção em massa das novas tecnologias de pagamentos, com uma redução gradual do uso dos cartões de crédito e débito. “Também vejo uma maior adoção de tecnologias de moedas totalmente digitais com base em blockchains, inclusive com a aproximação do lançamento do Real digital, a moeda virtual brasileira planejada pelo Banco Central, que promete mexer de vez na organização do sistema financeiro nacional”, aponta Piero Contezini, CEO da fintech Asaas, que oferece soluções de pagamentos, cobranças e gestão financeira focadas em micro e pequenos empreendedores. Para ele, essas tendências devem marcar a descentralização, na medida do possível, do poder dos grandes bancos, contribuindo para o barateamento do custo de acesso ao sistema financeiro.

Digitalização de transações

Outra tendência marcante nesse setor será o aumento da digitalização em transações financeiras. “Motivado pelo boom das criptomoedas e crescente demanda de NFTs [token não fungível], a forma como iremos pagar por produtos e serviços será completamente diferente no futuro. Pode parecer improvável no momento, mas um exemplo prático de como essas transações financeiras digitais irão se consolidar é o lançamento do Metaverse pelo Facebook”, afirma Stephano Maciel, cofundador e CEO da FacilitaPay — fintech especializada em transações transfronteiriças. Considerado uma realidade aumentada, o Metaverse é um universo de interação digital que permite, inclusive, venda e troca de itens em formato de NFT, via transações por criptomoedas.  “Em 2022, este processo tende a acelerar e se tornar mais integrado, causando uma maior independência de regulações locais para transações financeiras. Sem dúvidas, é um  segmento para se acompanhar de perto”, complementa.

Compras conjuntas e associativismo empresarial

As redes associativas — que reúnem empreendedores com objetivo de ganhar competitividade e ter mais chance de crescimento, além de acesso a novos mercados por meio da compra conjunta — são um exemplo que pode facilitar o acesso à tecnologia para diversos negócios. Além da aquisição de tecnologia, a troca de experiências entre os integrantes da rede e a aquisição de outros serviços — como de marketing e logística — se tornam muito mais viáveis quando os custos são fracionados entre todos, sendo uma das apostas para o segmento financeiro em 2022. Para o CEO da Área Central, Jonatan da Costa, trabalhar em rede vai além da compra conjunta. Ele comenta que o associativismo empresarial também apresenta benefícios como redução dos custos operacionais, acesso a novos mercados e estratégias de marketing coletivas, por exemplo. 

Reconhecimento facial para pagamentos

Já popular em países como China e Rússia, a tecnologia de reconhecimento facial veio conquistando seu espaço no Brasil nos últimos dois anos. Para Eládio Isoppo, CEO e fundador da Payface, startup de reconhecimento facial para pagamentos, a pandemia teve um efeito catalisador na aderência e no interesse do público nesta nova solução, o que deve seguir aumentando em 2022. “Em razão da maior busca por tecnologias touchless, que não exigem nenhum toque pelo consumidor, vimos formas de pagamento digitais cada vez mais em alta”, explica. Hoje, a startup tem projetos implementados em varejistas dos estados de Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, com planos de chegar a todos os estados do país até o final de 2022.

Nuvem dedicada ao mercado financeiro

Com expectativa de que os investimentos em nuvem alcancem US$ 85 bilhões até 2025, de acordo com a empresa de consultoria IDC, a RTM, principal hub integrador do setor financeiro no país, ampliou a oferta de serviços de infraestrutura. “Fornecemos a infraestrutura necessária para que, por exemplo, fintechs possam operar em uma nuvem segura, arquitetada de acordo com as soluções que elas propõem aos clientes, sem precisar investir na construção de uma infraestrutura própria”, explica André Castro de Mello, CEO da RTM. Única do Brasil a oferecer esse tipo de solução com exclusividade para o segmento financeiro, a companhia, que tem ANBIMA e B3 como sócias, foca na oferta de estrutura especializada e adaptável para as necessidades de crescimento das instituições financeiras. Com isso, essas empresas têm autonomia para escalar ou reduzir os recursos de forma simples, com um custo que se adapta ao conjunto de serviços utilizados.

Startup Everlog projeta dobrar de tamanho nos próximos meses

Startup Everlog projeta dobrar de tamanho nos próximos meses

Para a Everlog, o ano de 2021 terminou com muitos motivos para comemorar. Após o recente aporte multifundos, da ordem de R$ 1,5 milhão, a startup paulistana de gestão de logística marca presença, pela segunda vez seguida, no ranking 100 Open Startups, plataforma líder em open innovation na América Latina. A empresa conquistou a quinta colocação na categoria Logtech e aparece em 80º lugar na classificação geral. Além disso, encerra esse período com a perspectiva de dobrar de tamanho nos próximos meses, alcançando um faturamento R$ 2,4 milhões.

O crescimento é resultado de importantes mudanças tecnológicas no negócio, o que levou a startup a acelerar parcerias e a fazer investimentos imediatos em busca de inovação e tecnologia. “Nosso objetivo sempre foi resolver questões relacionadas ao aumento de eficiência operacional e que possibilitam o desenvolvimento de novos produtos e serviços”, detalha o CEO da Everlog, Rodrigo Fávero.

Com os recursos do aporte, por exemplo, a logtech, que é uma das startups investidas pelo BMG UpTech, criou uma plataforma de compra de fretes, que permite acesso direto dos embarcadores aos transportadores e aos principais aplicativos de carga do mercado. O foco é sempre o desenvolvimento de soluções inovadoras, por meio de um olhar para a logística 4.0, tais como blockchain e inteligência artificial.

Criada há cinco anos e com clientes da indústria, do varejo e do e-commerce, em várias regiões do país, a Everlog, logo na sua fundação, identificou a dificuldade que a indústria tem em contratar fretes on-line. Na época, todo o processo de entregas e busca de parceiros era realizado manualmente, o que fazia com que as empresas perdessem tempo e dinheiro. Foi aí que a startup “entrou de cabeça” nesse mercado.

Hoje realiza a conexão em tempo real com os players (transportadoras e aplicativos de cargas), oferecendo aos clientes embarcadores um leque de opções práticas e que atendem às suas reais necessidades. Para além do ranking 100 Open Startups, tem o reconhecimento pelo mercado, por meio de vários prêmios tecnológicos, como “China-Brazil 2020 Innovation Week”, “Liga Insights AutoTech 2020”, Movin’On Startup Challenge 2020, Inovations Awards Latam 2021 (maior ecossistema latino-americano de startups), entre outros. Neste ano, ainda passou por um importante processo de aceleração internacional, via Brinc – Empowering Game Changers.


Sobre o BMG UpTech

Corporate venture do Grupo BMG – um dos maiores e mais importantes grupos empresariais do país – com foco na inovação. Basicamente, o BMG UpTech identifica as startups cujos negócios sejam viáveis, investe no seu desenvolvimento e as coloca em contato com o mercado, ou seja, com possíveis compradores das soluções. A empresa já realizou mais de 800 investimentos em startups no Brasil e Estados Unidos, juntamente à Bossa Nova Investimentos, companhia de microventure capital da qual é sócio

Geração Z é maioria em tecnologia

Geração Z é maioria em tecnologia

    Para entender melhor quais são as gerações mais presentes no setor de tecnologia e como elas se comportam, a Revelo, maior startup de recrutamento para o segmento da América Latina, entrevistou mais de 900 candidatos de sua base. O levantamento indicou serem da Geração Z a maioria dos profissionais do mercado (35%), ou seja, pessoas nascidas a partir de 1996. O estudo também investigou gênero, salário, localização e outras tendências.

        “As pessoas mais jovens deparam-se com mais oportunidades de capacitação na área, por isso estão cada vez mais assumindo as posições disponíveis. Isso é, inclusive, um alerta para as empresas se adaptarem à essa geração, oferecendo mais flexibilidade e benefícios a fim de reter os melhores talentos”, destaca o cofundador da Revelo, Lucas Mendes.

         De acordo com a pesquisa, o segundo maior grupo presente nas empresas é daqueles nascidos entre 1981 até o início dos anos 90, considerados da Geração Y, com idades entre de 31 a 40, representando 30,7% dos entrevistados. Em seguida destacam-se os Millennials (30,7%) na faixa etária dos 25 aos 30 e, por fim, a Geração X e Baby Boomers assumem a parcela de 12,2%, a partir dos 41 anos.

        Mais de 51% dos candidatos residem em estados do sudeste do país que, de acordo com o estudo da Associação Brasileira de Empresas de Software (Abes), é a região que detém a maior parte das empresas de tecnologia do Brasil (62,4%). Mesmo assim, 77,1% responderam que estão dispostos a mudar de cidade e até de país caso recebam proposta. Mais de 24% dos entrevistados estão no Nordeste, 9,7% no Sul, 7,2% no Centro-Oeste e 6,9% no Norte. A maioria dos respondentes pertencem às classes sociais B2 e A, com 30,2% e 22,9% respectivamente.

        A maioria dos entrevistados (72,6%) estão trabalhando atualmente, de acordo com a pesquisa. Mas como a área de tecnologia possui duas vagas para cada candidato, segundo outro levantamento da Revelo, a concorrência entre as empresas para reter o melhor talento faz com que os profissionais busquem as melhores ofertas. Isso pode explicar o porquê de 60% dos respondentes afirmarem estar procurando emprego e 54,9% até aceitariam propostas com salários menores.

      Em relação à área de atuação, 36% declararam ser desenvolvedores, carreira que mais contrata no segmento – apenas em 2020, foi registrado um crescimento de 16,66% nas vagas da plataforma, além de ter sido a posição mais buscada durante o ano. Programação ficou em segundo lugar, com 26,3%.

       “O cenário favorável de contratações, ante a falta de profissionais capacitados, impactou também as médias salariais do setor, com aumento de 20% a 30%. Nossa análise exclusiva levou em consideração a alta que o mercado de tecnologia apresentou em 2020 e a importância das soft skills, as habilidades comportamentais, aumentando a busca por carreiras. Acreditamos que as tendências vistas por meio dessas profissões, serão duradouras e ficarão no mercado por muito tempo”, avalia Lucas.

      Gênero

      As pessoas que se identificam do gênero feminino ainda são minoria no segmento, com 37,2% ante 62,8% do gênero masculino.

Média salarial em tecnologia

      A média salarial dos profissionais atuantes em tecnologia foi valorizada nas capitais São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte no último ano. De acordo com dados da base da Revelo, de R$ 6.020,41 em setembro de 2020, o teto chegou a R$ 9.364,21 em fevereiro de 2021, uma valorização de 55,5%. 

“Para posições em empresas estrangeiras, as remunerações chegam a equivaler R$ 35 mil”, destaca o executivo.

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