Prefeituras podem ter certificação ISO

Prefeituras podem ter certificação ISO

Não será um ano fácil para os gestores púbicos municipais, segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), os principais desafios para as prefeituras em 2022 é a recuperação econômica, geração de empregos e atender aos mais vulneráveis.

Para auxiliar o trabalho das prefeituras, a Associação Brasileira de Normas Técnicas — ABNT promove no dia 22 de março, às 9h30, evento online de lançamento da norma ABNT NBR ISO 18091:2022 — Sistema de Gestão da Qualidade — Diretrizes para a aplicação da ABNT NBR ISO 9001 em prefeituras. Para participar é necessário realizar a inscrição pelo  link.

Com a nova certificação as Prefeituras poderão identificar as reais necessidades do município, aproximando-as dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), que passam a ser integrados aos indicadores qualitativos do estágio da gestão municipal: sociais, ambientais, econômicos e de governança. 

ABNT NBR ISO 18091:2022 prevê orientações às Prefeituras para a realização de ações planejadas, estruturadas, e continuamente avaliadas e melhoradas.

Brasil sobe no ranking mundial de inovação, mas ainda tem muito a melhorar

Brasil sobe no ranking mundial de inovação, mas ainda tem muito a melhorar

No final de setembro foi divulgado o Índice Global de Inovação (IGI) e o Brasil subiu cinco posições no ranking, em comparação com o ano de 2020. Mesmo estando em 57º lugar entre 132 países pesquisados, a posição é considerada ruim, pois em 2011 estávamos na 47ª posição. O primeiro lugar no IGI pertence a Suíça, seguida pela Suécia e pelos Estados Unidos. Já entre os países da América Latina e do Caribe, o Brasil está em 4º lugar, atrás do Chile, do México e da Costa Rica.  

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), uma das responsáveis pela pesquisa, o desempenho brasileiro na área de inovação ainda é ruim e incompatível com o tamanho do país, que tem a 12ª maior economia do planeta, e com um setor empresarial sofisticado.

Entre as principais fraquezas do país está a formação bruta de capital (que mede o volume de investimento produtivo), a facilidade para abrir uma empresa, a facilidade para obtenção de crédito e a taxa tarifária aplicada.

Imagem: CNI

O ranking  que começou a ser publicado anualmente desde 2007 é realizado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI –WIPO, na sigla em inglês), em parceria com o Instituto Portulans, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação da Indústria Indiana (CII), a Ecopetro e a Assembleia de Exportadores Turcos (TIM), contando com o apoio do Conselho Consultivo do IGI e de sua Rede Acadêmica. A CNI, por meio da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), é parceira na produção e divulgação do IGI desde 2017.

Fruto de pesquisa e inovação, molho natural substitui ketchup

Fruto de pesquisa e inovação, molho natural substitui ketchup

Cheio de sabor e muita mais saúde, o Natchup é a sua mais nova opção para substituir molhos industrializados, especialmente o ketchup. É um molho natural à base de acerola, abóbora e beterraba que remete ao sabor do ketchup tradicional, sem aromatizantes, sem conservantes e sem aditivos químicos prejudiciais à saúde.

Desenvolvido por alunos da Universidade Federal do Ceará – UFC, através de muita pesquisa, o produto logo recebeu reconhecimento internacional de inovação. Rico em vitamina C e vitamina A, baixo sódio e baixa caloria, com valor nutricional riquíssimo, o Natchup é a opção perfeita para quem busca saúde e sabor. Ideal para dar aquele toque a mais na alimentação do dia a dia de quem ama molhos deliciosos, naturais e com sabores únicos, principalmente os que buscam uma vida com mais equilíbrio.

Ganhador do Prêmio SIAL Innovation em Paris em 2018, o produto ficou entre os mais inovadores do MUNDO. Além disso, parte dos lucros é revertido para instituições de vulnerabilidade social.

Natchup, um produto com tecnologia e inovação, padrão internacional, um  alimento natural que faz seu estilo de vida mais saudável. Quer saber mais: www.natchup.online

Inovação: como transformar ideias em resultados?

Inovação: como transformar ideias em resultados?

Por Leonardo Nogueira

Já faz algum tempo que a palavra inovação circula entre a grande maioria das empresas, porém, no último ano, impulsionada pela pandemia, ela deixou de ser apenas uma das estratégias, para se tornar uma das mais críticas necessidades do negócio.

Não é a toa que a Markets and Markets já previa um valor em torno de US$ 1,6 bilhãopara o mercado de gerenciamento de inovação ainda antes da pandemia. A história mostra que, durante crises, as empresas que investem em inovação obtêm desempenho cerca de 30% melhor do que as que não o fazem. Somado a isto, temos dados da McKinsey&Company que mostram que 90% dos executivos acreditam que a crise do COVID-19 irá mudar fundamentalmente a forma que as organizações farão negócios nos próximos cinco anos.

Se precisamos mudar, e se inovação traz melhores resultados, então não há dúvidas de que as empresas deveriam ter inovação em seus DNA’s, correto? Infelizmente, mesmo desejando isto, na realidade, o que mais ouvimos é a pergunta: Como inovar?

Para responde-la, sugiro iniciarmos com um exercício para buscar o “porquê da dificuldade para inovar?”.

São vários os obstáculos que atrapalham a inovação, porém, os desafios que mais aparecem empesquisas geralmente são agrupados nos pilares estratégicos, culturais e de processo. Alguns deles estão listados abaixo:

Barreiras estratégicas – falta de alinhamento entre os objetivos do negócio e os objetivos de inovação; falta de recursos; pouca conectividade entre a estratégia e a execução; baixo patrocínio da alta direção.

Barreiras culturais – aversão a riscos e políticas internas; foco no dia-a-dia; falta de diversidade; rejeição de ideias vindas de fora.

Barreiras de processo – métricas pouco efetivas para medir inovação; falta defoco no cliente; não ter clareza na definição de responsabilidades e, comumente, a inexistência de processos  definidos entre asetapas de capturar a ideia e executa-la. Muitas vezesidentificamos a ausênciade alinhamento quando perguntamos: “O que acontece após a identificação de uma boa ideia?”.

Para gerar resultado com inovação, além de promover a diversidade, engajar os colaboradores, disponibilizar recursos e focar no cliente, é fundamental que haja um processo de gestão estabelecido.

Antes de mais nada, é importante ressaltar que a ideia aqui não é burocratizar, até porque não existe um único processo a ser apontado como o “correto”ou “ideal”. Porém, é senso comum que, para inovar em escala, são necessários os estágios de gerar e capturar ideias, avaliar e seleciona-las e por fim realizar valor com a execução da inovação. Comece por estes três estágios e implemente um processo que tenha a mínima formalidade, permitindo mover as ideias de um estágio para o outro, de forma simples, rápida e que atinja os objetivos.

Gerar e capturar ideias

Se você tiver um caminhão de ideias, a probabilidade de encontrar algumas que sejam boas aumenta na mesma proporção, por isso, estimule a participação do maior número de pessoas, mas lembre-se que pessoas são movidas a desafios.Geralmente não basta pedir ideias, mas sim, gerar o ambiente para que a inspiração aflore. Para isto use algumas técnicas como: criar desafios focados na resolução de problemas ou na geração de oportunidades; apresentar narrativas comum possível estado futuro que estimule o pensamento; estudar o cliente e o mercado em busca de oportunidades; executar workshops de visão; apresentar novas tecnologias para os colaboradores explorarem possíveis utilizações; faça relacionamentos com entidades externas, incubadoras, startups provedores de tecnologia.

Criado o ambiente adequado, as ideais começam a surgir e para coletá-las você pode se beneficiar da utilização de softwares que permitam o registro destas ideias, sejam elas oriundas de desafios, hackatons ou do dia a dia da organização. Estes mesmos softwares também irão auxiliá-lo a desenvolver a ideia através da coleta de informações de forma colaborativa, ou seja, permitindo que diversas pessoas possam contribuir com seus conhecimentos para melhorar a ideia.

Avaliar e selecionar

Permita que as equipes especialistas colaborem entre si no desenvolvimento da proposta, seja através de discussões internas ou externas (clientes/usuários), avaliações técnicas, construções de MVP (mínimo produto viável) e protótipos, realização de provas de conceito,elaboração do “business case” com os dados pertinentes para avaliação da ideia, como: riscos, objetivos, investiments. Quanto mais ricas as informações coletadas e quanto maior a participação dos envolvidos, maior a chance de se obter melhores resultados, afinal de contas como dizem os americanos, “Garbage in. Garbageout.”.

Estabeleça métricas que permitam à organização mensurar as ideias coletadas. Elas podem ser diversas e irão variar de empresa para empresa, mas podemos citar alguns exemplos: capacidade em gerar entrada de recursos financeiros, riscos de execução, nível de conhecimento para implementação, alinhamento aos objetivos estratégicos da organização, quantidade de pessoas beneficiadas, tamanho de mercado, valor do investimento, ROI, NPV, etc…

Comparando os dados coletados de forma colaborativa na construção do “business case”, nos resultados obtidos no MVP e/ou nas discussões com clientes com as métricas corporativas, realize a seleção das ideias que irão compor o seu portfolio de inovação e as priorize conforme os objetivos da organização e suas restrições de recursos.

Executar a inovação e gerar valor

Selecionado e priorizado o portfólio de inovação, é hora de torná-lo realidade.Inicie comunicando o valor de cada uma das inovações para as pessoas que de alguma forma serão impactadas pelos resultados, envolva os responsáveisna execução, garanta os recursos necessários e implemente as ideias.Afinal de contas,neste estágio elas se tornam projetos e devem ser gerenciadas como tal, conforme a metodologia utilizada pela sua organizaçãoou que seja mais adequada para obter os resultados do seu portfólio.

Não esqueça de monitorar e comunicar os resultados do seu programa de inovação durante todo o processo de forma a justificar o foco contínuo na inovação, seja para lançar novos produtos, melhorar processos, criar novas unidades de negócios ou empresas que aumentem o valor da sua organização.

*Leonardo Nogueira é fundador e CEO da Prosperi. Bacharel em Ciências da Computação pela Universidade Federal do Espírito Santo e com MBA em Gestão Empresarial pelo IBMEC, ele atua há mais de 25 anos na área de tecnologia, inovação e gestão de projetos.

Inteligência artificial de startup ajuda fruticultores no manejo do pomar

Inteligência artificial de startup ajuda fruticultores no manejo do pomar

O futuro tecnológico no agronegócio, que há alguns anos parecia ser algo tão distante, chegou e já é uma realidade dentro das fazendas. Com a tecnologia LeafSense, por exemplo, os fruticultores têm à disposição sensores e inteligência artificial para ajudar no manejo das culturas. Ela foi desenvolvida pela startup Adroit Robotics, e reúne informações detalhadas de produtividade e saúde dos pomares, analisando plantas e frutos um a um, de forma totalmente automatizada.

O diretor de tecnologia da empresa, Angelo Gurzoni Jr, explica que os sensores geram imagens de altíssima resolução que são enviadas para algoritmos que analisam tudo de forma individual, em detalhes. “A tecnologia LeafSense traz uma visão abrangente do pomar. Quantidade de frutos, curvas de maturação (maduros ou verdes), diâmetros e taxa de queda no chão são apresentadas juntamente com informações sobre as plantas, como número de árvores ausentes e replantios, cubicagem (volumetria), altura das copas e presença de cipós e daninhas. O fruticultor também conta com acesso às imagens de alta resolução do pomar, georreferenciadas, atuais e históricas”, detalha.

Além disso, a LeafSense, com todos esses indicadores, também pode ser apresentada como linhas de evolução temporal, permitindo o acompanhamento das ações de manejo. É possível também visualizar comparativos dos indicadores entre diferentes datas, setores, variedades e outros aspectos do pomar, e até entre fazendas.

Cada pomar monitorado pela tecnologia contribui para o aumento contínuo da base de conhecimento do sistema. Segundo Gurzoni Jr, na citricultura, os próximos passos serão a combinação dos modelos de produtividade com as condições climáticas e o histórico de manejo do pomar. “Assim será possível fazermos recomendações de aumento de produtividade, bem como o constante refinamento dos modelos de detecção de pragas, doenças e deficiências nutricionais”, conta.

Tecnologia para diversas culturas

Embora a tecnologia LeafSense tenha sido lançada com foco nos cítricos, foi projetada pensando também em cultivos como café, uva, maçã e manga. A empresa já iniciou experimentos em outras culturas e em breve deve apresentar versões que poderão ajudar outros fruticultores a ampliarem seus ganhos. “Com essa ferramenta será possível definir o ponto ideal da colheita, uma necessidade de muitos produtores de frutas. Através do acompanhamento do estágio de maturação, quantidade e calibre dos frutos, eles poderão atender aos critérios de tamanho e aparência das redes varejistas e também otimizar os custos de colheita”, diz Gurzoni Jr.

As informações fornecidas pela tecnologia possibilitam economia e racionalização da aplicação de insumos nas medidas e locais exatos. Estima-se uma redução que pode ultrapassar 20% no consumo de insumos com o uso dos mapas de produtividade da tecnologia, além de evitar que o solo seja saturado com nutrientes e agroquímicos.

Pragas e doenças afetam bastante os produtores de frutas, e em especial os de cítricos em climas quentes. O monitoramento de sintomas de pragas e doenças permite um complemento muito mais frequente e objetivo às inspeções convencionais e o mapeamento dos sintomas permite definir estratégias amplas e consistentes.

Parceria de sucesso

Desde o início do desenvolvimento da tecnologia, os fundadores da empresa contaram com o apoio, incentivo e sugestões do engenheiro agrônomo, Rubens Stamato, da SJS Campo Consultoria Agrícola. Ele conta que incentivou os então pesquisadores a olharem com atenção para a citricultura, onde havia viabilidade e necessidade de novas tecnologias. “Acreditei desde o início no potencial da tecnologia, cheguei a participar de experimentos, montando sensores em minha própria caminhonete para coleta de dados”, conta.

Iniciou-se assim a parceria com o consultor, que hoje recomenda e ajuda seus clientes a utilizar o LeafSense. “Inclusive uma ideia deles era de fazer um robô automotriz que carregasse os sensores pelos pomares“, relembra Stamato. A ideia acabou evoluindo para os atuais sensores montados em tratores, que permitem amostragem frequente do pomar.

Ganhando mercado

A ferramenta da Adroit Robotics já está sendo utilizada em diversas fazendas no Estado de São Paulo. “Para aqueles produtores que apresentamos o equipamento, a reação foi bem positiva e ficaram bastante impressionados. Gostaram bastante das informações que podem ser geradas”, destaca o consultor da SJS.

Ainda segundo Stamato, que atende produtores nas regiões de Paranapanema, Botucatu e Sorocaba, alguns deles que já começaram a utilizar a LeafSense, têm feito uma avaliação muito positiva principalmente pela contagem da quantidade de frutas. “Na citricultura, este hoje é um gargalo na hora de negociar a safra. Não tem como ter um número exato na mão. É difícil, por mais que a gente conheça e saiba calcular a estimativa de produção, nunca é algo preciso. Então essa tecnologia ajuda muito”, finaliza ele.

Sobre – A Adroit Robotics foi criada com o objetivo de reinventar o monitoramento dos pomares. A empresa desenvolveu a tecnologia LeafSense, que combina Inteligência artificial e sensores inteligentes, para possibilitar a Agricultura de Precisão na fruticultura, otimizando a produtividade e reduzindo custos. Mais informações: https://adroitrobotics.com.

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